O Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira) concluiu a publicação da série de vídeo-depoimentos inéditos que inauguraram o festival. Neles, foram entrevistados, ao todo, 36 moradores de Itabira das mais diversas áreas de atuação. O objetivo foi dar voz aos itabiranos e compreender seus desejos e expectativas sobre o futuro do município, que é conhecido mundialmente por ser a terra de Carlos Drummond de Andrade, um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX.

Dentre os entrevistados pelo Flitabira está a sobrinha-neta de Drummond, Otávia Senhorinha de Andrade. Para ela, que é artesã e formada em Estudos Sociais, ter nascido em Itabira é motivo de orgulho. “Não é qualquer cidade que tem minério de ferro, um escritor famoso no mundo todo e ainda beleza natural. É muito para uma cidade só! A gente tem que amar muito isso”, argumenta.

Além de Otávia, muitos foram os entrevistados que falaram sobre a riqueza cultural de Itabira, que vai além da preservação e divulgação da obra drummondiana. Para a cientista social Denise Alvarenga, “Drummond é uma porta de entrada para uma cidade que tem nomes que são referência na moda, no grafite, na música, nas artes plásticas”. O congadeiro e sanfoneiro de quadrilhas Antônio Beato é exemplo disso. Organizador da festa de Nossa Senhora do Rosário -, Antônio luta pela valorização e continuidade dessa manifestação cultural. “É uma cultura religiosa, nós somos patrimônio histórico de Itabira, cultura viva e nós não podemos deixar isso cair”, diz.

O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), também deu seu depoimento para a série de vídeos que inauguraram o Flitabira. Ele falou sobre a importância da cultura para o desenvolvimento do turismo na cidade, que possui uma tradição literária muito significativa para o país. “Eu acho que nós temos um ambiente perfeito para transformar o Flitabira em um dos maiores festivais de literatura do mundo, trazendo benefícios impensáveis – seja para a comunidade, de uma maneira mais direta, seja para o estado e para o Brasil – como um novo palco de apresentação da discussão da cultura e da literatura no nosso país”, afirma.

Além dos já mencionados, foram entrevistados moradores de Itabira que possuem diferentes tipos de atuação dentro das áreas artística e cultural da cidade: Thiago SKP (rapper); Altamir Barros (fotógrafo, engenheiro e urbanista); Sara Maria (percussionista, comunicóloga e terapeuta); Maria Geralda dos Prazeres (poetisa e professora); (ator, apresentador e DJ Vini Brown; Wesley Vitor (Drummonzinho na Fundação Cultural Carlos Drumond de Andrade – FCCDA); Solange Duarte Alvarenga (coordenadora do Memorial Carlos Drummond de Andrade); Walter de Freitas (coordenador dos Espaços Culturais FCCDA); Marcos Alcântara (Drummonzinho Superintendente na FCCDA); Juliana Naves (livreira e proprietária da única livraria da cidade, a Livraria Clube da Leitura); Mauro Henrico da Costa (chef de cozinha); Ana Marta Sátyro (produtora de cachaça); Dério de Carvalho (tatuador); Liniker Moura (músico); Angela Inácio (atriz e professora); – Cléber Camargo (produtor cultural); Genin Guerra (artista plástico) e Maíra Baldaia (cantautora).

Fora da área da cultura, várias pessoas também deram seu depoimento: Lúcio Vaz Sampaio (psicólogo e jornalista); Maxsandro (professor); Gercimar Almeida (organizador da parada LGBTQIA+ de Itabira); Marlene Moreira de Assis (empresária); José Luiz Scaglioni (pediatra); Cleidimar Magalhães Silva – mais conhecido como Didi – (ex-futebolista brasileiro); Gustavo Linhares (jornalista); Núbia Citty (advogada); Sirley Aparecida Fernandes (auxiliar de cozinha); Thales André Guimarães (empresário) e Sandra Beatriz Duarte (professora).

Para conferir todos os vídeo-depoimentos, acesse o YouTube ou Facebook do Flitabira.