Quilombola, nascida em Itabira-MG, formada pelos saberes e fazeres ancestrais da Comunidade Quilombola de São Pedro, localizada na zona rural de Santa Maria de Itabira-MG. Professora na graduação em Psicologia da Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira – UNIFUNCESI. Foi aluna de Conceição Evaristo na disciplina Optativa e Presencial, ofertada pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia na Universidade Federal Fluminense – UFF. Doutoranda em Psicologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde desenvolve sua pesquisa que propõe o registro escrito da Psicologia Quilombola enquanto ciência brasileira, ancestral e de cuidado com a vida, usando como método a Escrevivência. Mestra em Psicologia Social pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Graduada em Psicologia pela FEAD. Seus caminhos iniciais na Psicologia foram trilhados na área de Recursos Humanos e na aplicação de testes psicológicos em trabalhadores de uma mineradora, espaço de trabalho em que seu avô (in memória) esteve presente até a sua aposentadoria. Atuou, posteriormente, em projetos de prevenção de homicídios dolosos entre jovens de 12 a 24 anos e, em seguida, direcionou sua prática para a Saúde Mental, com experiência em CAPS AD, CAPSi, SRT (Serviço Residencial Terapêutico) e acompanhamento terapêutico. Os caminhos do meio de sua trajetória se deram na atuação com mulheres negras em situação de vulnerabilidade diversas, bem como no acompanhamento de populações atingidas por crimes-desastres, como em Brumadinho-MG. No Mestrado, nasceu o conceito de Pilão Teórico onde epistemologias negras, indígenas e brancas estabelecem confluências, sem dominação. Atuou como psicoterapeuta de 2018 a 2024, em especial, cuidando da saúde mental da população negra-brasileira. Inspirada pela obra Olhos D´Água de Conceição Evaristo, lançou em agosto de 2024 seu primeiro livro de literatura, intitulado Memórias Quilombolas. Sua escrita e sua prática brotam de um lugar afetivo e comunitário: a cozinha do Quilombo, onde, ao redor do pilão, muitas mãos ajudam e contam histórias; onde o café é moído, o pão de queijo é servido e a comida se torna remédio que cura a cabeça ruim, fortalece a alma e mantém viva a tradição.

Todas as sessões de Jeanyce Araújo

Arte, tradição e ancestralidade - caminhos cruzados - Jeanyce Araújo, Marlon Santos e Sandra Duarte (Mediação)

31 outubro 2025 (16:00 - 17:00)

Entre mundos e palavras: A literatura que constrói pontes, revela subjetividades e o cuidado com a saúde mental - Jeanyce Araújo, Daniela Brunelli e Carol Peixoto (Mediação)

1 novembro 2025 (13:00 - 14:00)