A editora Record lança novas edições, bem como publicações inéditas, de Carlos Drummond de Andrade. Patrono do Festival Literário Internacional de Itabira, Flitabira, Drummond é natural da cidade onde o evento é realizado, e seus trabalhos permeiam todas as atividades realizadas durante os cinco dias de Festival. Em 2024, em sua quarta edição, o Flitabira acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro), com entrada gratuita.

Confira, a seguir, as obras de Drummond que serão lançadas – ou relançadas – pela editora Record:

“Declaração de amor” é uma das obras que voltou às livrarias, desta vez em edição revista e ampliada, com seleção dos mais belos poemas de amor de Carlos Drummond de Andrade. O novo projeto gráfico da capa traz ilustração de Mariana Massarani, que já assinava o miolo da edição anterior de 2005. A fixação de texto é de Edmílson Caminha, que tem acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos deixados por Drummond.

Indo além, a editora também relança três clássicos de Drummond: “Amar se aprende amando”, “Moça deitada na grama” e “Contos de aprendiz”. Os livros apresentam bibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos, disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa dos volumes.

Publicado originalmente em 1985, dois anos antes da morte de Drummond, “Amar se aprende amando” revela as diferentes facetas do amor. Dividido em três partes, o amor carnal, o amor da amizade e o amor pelas cidades, o livro encerra a trilogia com “O corpo” e “O amor natural”. O posfácio da publicação é de Bruno Gambarotto.

O último livro em prosa organizado por Carlos Drummond de Andrade, publicado três meses após sua morte, “Moça deitada na grama” reúne sessenta crônicas, carregadas de lirismo e poesia. Drummond vai do popular ao filosófico, equilibrando-se entre a realidade e o devaneio, com ênfase em conversas cotidianas e nos tipos cariocas. Tom Farias é quem assina o posfácio da obra.

Publicado em 1951, “Contos de aprendiz” marca a estreia de Carlos Drummond de Andrade nas narrativas propriamente ficcionais. Nascido em uma região rural, ele incorpora essa experiência em muitas dessas quinze histórias. Aos poucos, as crônicas avançam em direção às grandes cidades. Autor consagrado, nosso maior poeta se revelava também um grande ficcionista. Nesta obra, o posfácio é de Lauro Moreira.

Coletânea de poemas de amor de Carlos Drummond de Andrade, “Declaração de amor”, organizada por dois de seus netos, Luis Mauricio Graña Drummond e Pedro Augusto Graña Drummond, e por Edmílson Caminha, estudioso de sua obra, volta às livrarias em edição revista e ampliada, com capa dura e acréscimo de seis poemas do livro “Poesia errante”: “A essa altura da vida”, “Amor – eu digo”, “Canção de namorados”, “Nossa história de amor”, “Papinho lírico no Dia dos Namorados” e “Quero sentir”.

Outra obra lançada pela Record é “O cinema de perto: prosa e poesia”, uma reunião inédita de suas crônicas e de seus poemas sobre a sétima arte, em que Carlos Drummond de Andrade demonstra ser um verdadeiro cinéfilo. Com entusiasmo, o autor celebra seu encanto por atrizes, atores, cineastas e toda a magia do universo cinematográfico. Quem são os ídolos dos nossos ídolos? Quem os inspira a criar obras que amamos? Nesta seleta inédita de crônicas e poemas – organizada por Pedro Augusto Graña Drummond, neto de Carlos Drummond de Andrade, e Rodrigo Lacerda –, nosso maior poeta emerge de textos emocionantes para anunciar de peito aberto seu encanto por atrizes, atores, cineastas e toda a liturgia que envolve a sétima arte do século XX. As atrizes têm lugar especial na memória afetiva do cronista e autointitulado fundador da “Sociedade dos Loucos Apaixonados por Greta Garbo”. Fascinado pela artista sueca, Drummond se deixa levar pelos “delírios de fã”, inventando uma visita de Garbo a Belo Horizonte, com diálogos e encontros que nunca existiram. Já sobre Marlene Dietrich, ele diz: “Pra mim, ela não nasceu: apareceu”. No panteão do poeta, há ainda lugar especial para Bette Davis, Ingrid Bergman, Romy Schneider e Catherine Deneuve, entre outras estrelas.

Formado nas poltronas do Odeon, na capital mineira, o escritor também mira seu olhar para o cinema nacional, ora preocupado com os caminhos da produção cinematográfica (as políticas públicas, o preço do ingresso, a censura, o começo do desaparecimento das salas de rua, etc.), ora exaltando realizadores como Joaquim Pedro de Andrade e Glauber Rocha. E, claro, escrevendo de forma generosa sobre as mais relevantes atrizes brasileiras, como Fernanda Montenegro e Sônia Braga. 

Outro livro inédito de Drummond é “A intensa palavra”, com 150 crônicas nunca publicadas, organizado por Luiz Pellanda. Em breve, a editora relançará ainda 2 títulos: “José/Novos poemas”, reunião de dois livros dos anos 1940, a década áurea do poeta, e “O observador no escritório”, uma seleção de textos do diário que Drummond escreveu entre 1943 e 1977.

Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale acredita que a cultura transforma vidas. Por isso, patrocina e fomenta projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa. Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do País. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com programação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org!

Sobre o Flitabira

A 4.ª edição do Festival Literário Internacional de Itabira – Flitabira – acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro de 2024, de quarta-feira a domingo, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro), com entrada gratuita.

Com o tema “Literatura, Amor e Ancestralidade”, o 4.º Flitabira tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com o apoio da Prefeitura de Itabira.

Serviço:

4.º Festival Literário Internacional de Itabira – Flitabira
De 30 de outubro a 3 de novembro, de quarta-feira a domingo
Local: programação presencial na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (Av. Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro) e programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @flitabira
Entrada gratuita

Informações para a imprensa:

imprensa@flitabira.com.br
Jozane Faleiro  – 31 99204-6367/ Letícia Finamore – 31 98252-2002